Palestrantes discutem enfrentamento das violncias e diversidade na XI Conferncia Municipal

O Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA-Rio), organizador da XI Conferência Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, trouxe para tona a importante discussão sobre enfrentamento das violências e diversidades – tema escolhido para esta edição do evento. Para isso, foram convidadas as palestrantes Maria Cristina Salomão, professora e consultora de projetos sociais, e Marcelle Esteves, do Instituto Arco Iris de Pesquisa e Direitos Humanos.

- Há 11 anos repetimos questões que não conseguimos resolver sobre os obstáculos enfrentados por jovens brasileiros. O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) atualizado traz como obrigação do estado promover campanhas que combatam o castigo físico e isso é, sem dúvida, um avanço, mas ainda temos muito a conquistar, começando pela necessidade de termos diagnóstico participativo em diferentes territórios que nos traga um raio-x da diversas realidades contempladas no Brasil – explicou Maria Cristina.

Em sua palestra, Marcelle lembrou que o ECA garante identidade de gênero aos jovens. Essa premissa é o ponto de partida na construção de uma consciência sobre a aceitação da diversidade.

- A cultura dita ao longo dos anos e por quem está no poder cria a regra. Trabalhar a diversidade em uma sociedade em que acredita-se que a população LGBT precisa apanhar ou ser rejeitado é um indicativo da necessidade de que precisamos promover uma mudança cultural e os jovens são um público fundamental para isso – detalhou.

Além das palestras, a XI Conferência Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente trouxe debate sobre os temas abordados nos cinco eixos que norteiam o evento. São eles, Garantia dos Direitos e Políticas Públicas e Inclusão Social; Prevenção e Enfrentamento da Violência Contra Crianças e Adolescentes; Orçamento e Financiamento das Políticas para Crianças e Adolescentes; Participação, Comunicação Social e Protagonismo de Crianças e Adolescentes e Espaços de Gestão e Controle Social das Políticas Públicas de Promoção, Proteção e Defesa das Crianças e Adolescentes.

O conselheiro do CMDCA-Rio André Rangel participou da discussão e abordou a questão da diversidade.

- Não dá para pensar política pública de forma setorial. Precisamos acolher a diversidade e refletir sobre nossa atuação no combate à desigualdade e fortalecimento de direitos.

Diferencial

O grande diferencial desta edição é o papel de protagonismo dos jovens, através da criação de espaço de escuta, troca e ampla participação deste público representado em mesas de discussão, participando dos temas de debates e no cargo de delegados

O principal objetivo da Conferência é fazer diagnóstico da implementação de políticas dos direitos humanos dos jovens na cidade do Rio, além da elaboração de propostas concretas para as conferências estadual e nacional.

Além dos jovens estão presentes na Conferência representantes da sociedade civil e governamentais, técnicos, bem como instituições, comitês e entidades ligadas à rede de proteção de crianças e adolescentes ou que tenham interesse no tema.

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