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23.07.2018

CMDCA-Rio participa de ato público para lembrar os 25 anos da Chacina da Candelária



Nesta segunda-feira, dia 23, membros do Conselho Municipal dos Direitos das Crianças e dos Adolescentes (CMDCA-Rio) participaram de uma missa e ato inter-religioso, caminhada em defesa da vida e ato público e cultural para lembrar os 25 anos da Chacina da Candelária. O objetivo da ação é destacar que a luta continua para evitar que episódios como esse não se repitam, segundo o Movimento Candelária Nunca Mais!, organizador do evento.

Na madrugada de 23 de julho de 1993, em frente à Igreja da Candelária, policiais abriram fogo contra um grupo de crianças e adolescentes de rua que dormiam no local. Oito deles morreram. O episódio ficou conhecido mundialmente como Chacina da Candelária.

Desde então, todos os anos instituições que trabalham em defesa dos direitos de crianças e adolescentes lembram a data por meio de várias manifestações.

A presidenta do CMDCA-Rio e assistente social/São Martinho, Lucimar Correa, falou sobre a importância destes eventos.

- Estamos aqui para lembrar o dia 23 de julho de 1993, mas também para celebrar a vida para que tragédias como essa não voltem a acontecer. Tivemos avanços, desde então, graças ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que nos ajuda a fazer valer na prática os direitos deste público. No entanto, ainda precisamos melhorar e uma das formas é mudar a maneira de pensar da sociedade, que enxerga o jovem morador de rua como um marginal – destacou Lucimar.

Durante a missa, houve a exaltação da vida, paz, liberdade, respeito e igualdade, mas também foram denunciados episódios de violência, intolerância e discriminação contra o público infanto-juvenil, além de lembrar outras chacinas que ocorreram no estado do Rio.

Sobrevivente

Wagner dos Santos foi o único sobrevivente da chacina. Na ocasião, tinha 21 anos. Levou quatro tiros e ajudou a identificar os policiais. Um ano depois, sofreu novo atentado e também conseguiu resistir aos ferimentos. Hoje, ele vive na Europa, para onde foi em 1994.

A irmã de Wagner, Patricia Oliveira, disse que ele trabalha como serralheiro na Suíça, onde enfrentou dificuldades quando chegou como estudante, sem falar o idioma, para fazer um curso de padeiro. Hoje, ele está adaptado à vida local e é casado com uma brasileira.

Segundo a irmã, Wagner ainda tem receio de sofrer novos atentados e não pensa em voltar a morar no Brasil.



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